Sunday, April 09, 2006

Sou matéria perdida neste infinito imenso
Sou a artéria que bombeia este sangue fervoroso
Sou pessoa quando em tentativas penso
E quando tudo não passa de um esquema rigoroso.
Mato todos os dias ideias
Que não passam de realidades informais
Se este sangue não me corresse nas veias
Tinha as opiniões manifestarem-se por sinais.
E se o que tenho não passa de adrenalina
Que escorre no suor quando me esforço
Não acredito na sina
Mas acredito num reforço
que não seja desta vida, que não seja real
Que seja a fantasia, os sentimentos roubados
E sei que tudo num ciclo experimental
Vai-se desvanecendo aos bocados!
E criei o feitiço do sonho
Para ele não morrer em vão
Hoje o meu medo é medonho
E o que tenho não passa do chão
Transcendental, desumano e egoísta
Que cruel sentimento aparenta
Não passa de um mero artista
Que não sente, não seduz e inventa
Caiu no esquecimento do mundo
Agora é o meu anjo mau mas inocente
Aquele que me humilha de um modo profundo
Mas que no fim me deixa contente!
Abre-me os olhos quando se fecham
Nas trevas que o céu fecunda
E sem ressentimento me deixam
Numa aflição que enormemente abunda!
E se este corpo que sente o toque suave do vento
Pudesse ao menos negar
Tudo o que o meu pensamento
Me tem para confessar!
E a um ritmo desnorteante
Passo à palavra ao algoz
Ele diz que me quer bem, é alucinante,
E eu só ouço a sua voz!


|By:Me|

2 Comments:

Blogger ultrabenfica said...

Pincesaaaaa hehe....

bem ja conhecia este teu poema é lindo tens um futuro muito grande....repleto de qualidades.......tu vais ser mudialmente conhecida hehe....

pincesa ja sabes que vais ter o meu apoio para tudo ...para tudo mesmo

um beijão enorme ADRT MT MTMTMT

1:57 PM  
Blogger negative creep said...

"Hoje o meu medo é medonho
E o que tenho não passa do chão"

adorei estas 2 frases

2:15 PM  

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